Caraguatatuba sedia mundial de Sambo de praia

Caraguatatuba recebe, nos dias 12 e 13 de setembro, o Campeonato Mundial de Sambo de Praia, realizado na Praça da Cultura, no Centro, com entrada gratuita. Pela primeira vez na América do Sul, a competição reúne delegações de África, Europa, Ásia, América Central, América do Sul e Oriente Médio, totalizando 142 integrantes entre atletas, técnicos, médicos, dirigentes, jornalistas, auxiliares e árbitros. A organização estima a presença de mais de 250 atletas provenientes de mais de 30 países, com confirmações adicionais até o início do evento. O Sambo, arte marcial criada na antiga União Soviética, chega ao litoral norte em um momento em que a prefeitura, representada pelo prefeito Mateus Silva, destaca a oportunidade de aproximar a população de uma modalidade ainda pouco conhecida e de ampliar a visibilidade da cidade. Silva afirma que a competição pode movimentar hotelaria, gastronomia, comércio e serviços locais. Contudo, a administração não divulgou dados que comprovem impactos econômicos ou sociais concretos decorrentes de edições anteriores de eventos semelhantes. Além das disputas individuais e por equipes, o mundial inclui um workshop destinado a atletas locais, oferecendo intercâmbio técnico entre competidores internacionais e praticantes da região. Enquanto a iniciativa pode gerar aprendizado para a comunidade esportiva, não há informações sobre planos de extensão desse benefício a bairros periféricos que enfrentam problemas de infraestrutura, como Alto Bela Vista, onde risco de deslizamento e falta de serviços básicos persistem. Autoridades municipais não responderam a solicitações de esclarecimento sobre como o evento será integrado a políticas públicas de desenvolvimento local. A abertura oficial ocorre às 13h30 do sábado, com eliminatórias às 10h e premiação a partir das 14h. No domingo, o torneio por equipes mistas começa às 10h, seguido de finais às 13h. Ainda não há comunicação oficial sobre avaliações pós‑evento ou medidas para canalizar recursos gerados ao setor de vulnerabilidade urbana. A ausência de respostas deixa em aberto como a cidade pretende transformar a visibilidade temporária em melhorias duradouras para a população.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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