A ministra Cármen Lúcia , do STF (Supremo Tribunal Federal) , disse, nesta terça-feira (20), que a “democracia não é uma conquista definitiva e precisa ser defendida todos os dias”.
A fala aconteceu durante palestra que abriu a 23ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Com o tema “A Justiça Delas”, a conferência foi realizada por videoconferência e integrou a programação deste ano, dedicada à “Ciência Delas”.
Cármen Lúcia alertou para os riscos da intolerância política e da polarização, que podem aprofundar divisões sociais. Segundo a ministra, a democracia exige a defesa permanente da liberdade, dos direitos fundamentais e da convivência entre pessoas que pensam de maneira diferente.
A magistrada ressaltou que o diálogo e o respeito às opiniões divergentes são essenciais para preservar o pluralismo democrático.
Educação como instrumento de liberdade
A ministra também destacou o papel da educação pública na construção de uma sociedade mais justa. Defendeu a autonomia administrativa e financeira das universidades públicas e a garantia de recursos para as atividades de ensino e pesquisa.
Para ela, os direitos previstos na Constituição de 1988 precisam ser efetivamente assegurados, especialmente o compromisso de construir uma sociedade livre, justa e solidária.
A vice-reitora da UFSC, Felipa Amadigi, destacou a importância dessas reflexões para a comunidade universitária e para a sociedade. Segundo ela, a escolha da ministra para a abertura da Sepex aproxima a produção do conhecimento de temas fundamentais, como o direito e a justiça.
“Eu diria que a ministra traz vários pontos cruciais na defesa da democracia, na defesa da sociedade e na construção dessas relações humanas, para que a gente não perca o respeito pelo outro, que construa relações respeitosas”, afirmou Amadigi.
A vice-reitora também ressaltou o potencial das universidades para ampliar oportunidades e promover transformações sociais. “A fala da ministra também nos traz muita reflexão sobre a autonomia universitária e o potencial que têm as universidades para contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, mais igualitária e mais humana”, acrescentou.
Igualdade e respeito às diferenças
Com o título “A Justiça Delas”, a palestra também abordou as desigualdades de gênero, a misoginia e a violência contra as mulheres. Cármen Lúcia destacou a distância entre os direitos garantidos pela Constituição e a realidade brasileir
Redação Jornal Voz do Litoral
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