A Prefeitura de São Sebastião anunciou a conclusão da obra do primeiro Centro de Referência para o Transtorno do Espectro Autista (Centro TEA) no bairro de Juquehy, na Costa Sul, com investimento de R$ 1.024.861,57. A unidade, que ocupa um antigo imóvel comercial reformado, terá 606,02 metros quadrados de área construída e capacidade para atender até 200 pessoas com TEA e suas famílias. A obra, executada pela empresa Solovia, contemplou 18 salas — 14 para consultas individuais e terapias — além de espaços multissensoriais, salas de reunião e uma Sala de Atividades da Vida Diária (AVD). O prédio conta com sete banheiros, quatro adaptados, rampas, portas adaptadas, corrimãos, sinalização tátil e plataforma elevatória para acessibilidade. A equipe será multiprofissional, com neuropediatria, psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Embora a estrutura esteja pronta, o texto-fonte não esclarece quando o centro começará a funcionar ou quais serão os critérios de atendimento. A Prefeitura destaca que a unidade descentraliza os serviços para a Costa Sul, reduzindo deslocamentos, mas não detalha como será a integração com a rede municipal de saúde já existente. A obra foi anunciada em meio a comemorações pelo Dia da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla (22 de agosto) e à Semana Municipal dedicada ao tema, mas não há menção a um cronograma de implementação ou à disponibilidade de vagas. A unidade foi apresentada como um avanço na política de inclusão do município, mas a ausência de informações sobre o funcionamento deixa dúvidas sobre o impacto real na comunidade. A Costa Sul, onde está localizado o centro, é uma região com histórico de vulnerabilidade social e ambiental, marcada pela tragédia climática de fevereiro de 2023, que deixou 64 mortos, muitos deles em áreas como Vila Sahy. A obra de adequação do prédio foi executada pela Solovia, que não teve seu histórico de atuação na região mencionado no texto-fonte. A Prefeitura de São Sebastião, sob o comando do prefeito Reinaldinho Moreira (Republicanos), não detalhou como o centro se articulará com os serviços de saúde já existentes, como a UBS de Juquehy ou o Hospital Municipal, nem se haverá expansão da equipe para atender à demanda projetada. O centro promete ampliar a assistência especializada, mas sem um plano de implementação claro, resta saber se a estrutura será suficiente para os cerca de 200 usuários previstos ou se enfrentará gargalos operacionais. A obra, financiada com recursos municipais, representa um investimento significativo, mas a falta de transparência sobre prazos e critérios de atendimento deixa moradores e profissionais da saúde sem respostas concretas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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