A China registrou a criação de 10,52 milhões de empregos urbanos entre janeiro e setembro de 2026, número que corresponde a 87,7% da meta anual estabelecida para o ano, informou o Ministério de Recursos Humanos e Seguridade Social neste sábado, 10 de outubro de 2026, segundo a Reuters.
A taxa média de desemprego urbano, calculada por pesquisas, ficou em 5,2% de janeiro a agosto. Representantes do ministério afirmaram que o mercado de trabalho permaneceu geralmente estável. Até o fim de setembro, 1,079 bilhão de pessoas estavam inscritas no sistema básico de previdência social da China, com o seguro‑desemprego atendendo 251 milhões de beneficiários e o seguro contra acidentes de trabalho abrangendo 327 milhões. Os três fundos de seguro social somavam um saldo combinado de 11,2 trilhões de yuans (US$ 1,67 trilhão).
Em resposta ao cenário, o governo chinês pretende elaborar, em conjunto com outros departamentos, um documento de políticas destinado a estimular a geração de empregos por meio do desenvolvimento do setor de serviços. O vice‑ministro e porta‑voz da pasta, Li Zhong, destacou que a iniciativa busca fortalecer a capacidade desse segmento de absorver trabalhadores. Além disso, o governo pretende preservar o nível de emprego em setores intensivos em mão de obra e buscar novas oportunidades profissionais em indústrias emergentes e futuras.
Até o momento, não foram divulgados prazos para a implementação das medidas nem detalhes sobre os instrumentos que comporão o documento de políticas. A ausência de informações concretas deixa incerta a efetividade da estratégia anunciada, sobretudo quanto à proteção dos trabalhadores dos setores mais vulneráveis. A expectativa de que o plano venha a mitigar a taxa de desemprego ainda carece de comprovação prática.
Redação Jornal Voz do Litoral
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