Um ciclone bomba começou a se formar nesta quinta‑feira, 6 de julho, associado à passagem de uma frente fria. O fenômeno já coloca os estados do Sul, Sudeste e Centro‑Oeste em estado de atenção, com alertas de ventos intensos, tempestades e queda acentuada de temperatura, sobretudo no Rio Grande do Sul. Segundo a Defesa Civil Nacional, o Rio Grande do Sul concentra o maior potencial para eventos severos, estando sob aviso vermelho do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As previsões apontam acumulados de chuva superiores a 100 milímetros por dia, rajadas acima de 100 km/h e possibilidade de granizo. Além do território gaúcho, há risco de tempestades em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, e ventos fortes no litoral paulista e em outras áreas da região Sul. Os principais impactos esperados incluem alagamentos, queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia, danos a edificações e prejuízos à agricultura. Em São Paulo, o governo estadual instalou um Gabinete de Crise que atuará entre quinta‑feira e sábado para acompanhar a evolução do sistema meteorológico. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) indica que as rajadas começarão a ganhar força na tarde desta quinta, inicialmente com ventos de até 60 km/h, evoluindo para alertas vermelhos entre sexta e sábado, com ventos que podem atingir até 100 km/h, principalmente no litoral, na faixa leste e nas regiões serranas. A Defesa Civil paulista alerta ainda para riscos como queda de placas e outdoors, desabamento de estruturas, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e forte agitação marítima. As chuvas podem provocar alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e transbordamento de córregos, além de favorecer a propagação de incêndios em algumas regiões. Até o momento, não há informações sobre medidas de evacuação ou planos de contingência detalhados, deixando a população em espera.
Redação Jornal Voz do Litoral
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