Com 80% do território congelado

Viver nos extremos do planeta Terra é uma tarefa que vem acompanhada de desafios. Na Groenlândia, por exemplo, a maior parte do território é coberta de gelo, e apenas 20% dos mais de 830 mil quilômetros quadrados são habitados por humanos, com pouco mais de 50 mil habitantes no total.

O território faz parte do Reino da Dinamarca, mas recebeu autonomia em 1979, com um referendo de autogoverno firmado em 2008.

Quase 90% da população é de origem inuíte, e o fotógrafo diz que o território abraçou essas raízes, moldando políticas a partir de uma perspectiva indígena. Não existe propriedade privada, por exemplo. Não se pode simplesmente chegar e comprar terras. E a maioria das principais indústrias é estatal.

Mas a i nfluência dinamarquesa pode ser vista na arquitetura da Groenlândia e na economia, que é amplamente baseada na pesca. O fotógrafo Kiliii Yüyan afirma que a maioria dos groenlandeses fala tanto dinamarquês quanto o idioma oficial do território, o groenlandês.

“Existe uma identidade nacional muito forte. Independentemente da quantidade de sangue dinamarquês ou de sangue inuit da Groenlândia que você tenha, todos são groenlandeses. Eles se consideram, antes de tudo, groenlandeses”, afirmou Yüyan.

Para quem deseja visitar a Groenlândia e experimentar o modo de vida extremo da ilha, Qaanaaq é o destino ideal. Segundo o Visit Greenland, site administrado pelo governo, a cidade não vê a luz do sol por cerca de 3 a 5 meses do ano, período conhecido como “Escuridão Polar”. O “Sol da Meia-Noite” também altera o ciclo solar no verão, em que o astro permanece escondido por cinco meses.

Tradições como a caça com trenós puxados por cães, caiaques e arpões são comuns e essenciais para a sobrevivência. O gelo marinho se estende por mais de um dia de trenó a partir da costa durante o inverno e onde icebergs gigantescos ofuscam as casas coloridas à beira-mar.

Para chegar a Qaanaaq, é necessário planejar a viagem com antecedência. Existe um voo semanal de ida e volta, com escala nas cidades de Ilulissat e Upernavik, e atrasos devido às condições meteorológicas são comuns. Outra opção é embarcar em um cruzeiro que faça escala no porto durante o verão.

No início do ano, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou anexar a Groenlândia. A localização estratégica e os recursos do território poderiam beneficiar os EUA, já que a região fica na rota mais curta da Europa para a América do Norte, o que é vital para o sistema de alerta de mísseis balísticos.

Em setembro

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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