Na manhã da terça‑feira 11, o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, informou ao CT Joaquim Grava que o clube não renovaria o contrato com o atacante holandês Memphis Depay. A comunicação foi feita a Marcelo Paz, executivo de futebol, e ao treinador Fernando Diniz; o gerente financeiro André Lavieri avisou que a negociação seria encerrada. Stabile não manteve contato direto com representantes de Depay durante as horas decisivas, e o jogador soube da decisão apenas por meio da nota oficial divulgada nas redes sociais do clube. A justificativa apresentada foi exclusivamente financeira: a dívida com Depay totaliza R$ 42 milhões no valor “limpo”, R$ 57 milhões com juros e R$ 77 milhões com correção monetária. Apesar de departamentos de finanças, jurídico, marketing e futebol estarem alinhados para a renovação e defenderem a assinatura do contrato desde o sábado 8, quando as partes concluíram o acordo, pressões políticas internas teriam influenciado a reversão da decisão. Após a reunião no CT, Stabile dirigiu‑se ao Parque São Jorge para participar da reunião mensal com todos os setores da diretoria, onde, além da questão de Depay, foram debatidos esportes radicais, modalidades terrestres, remo e assuntos do clube associativo. Testemunhas relataram um clima de “velório”, com desânimo entre alguns participantes que discordavam da escolha. Paralelamente, o presidente passou a receber ligações anônimas depois que seu número de celular foi vazado. Em nota oficial, Stabile explicou os motivos da desistência, mas não detalhou os critérios que levaram ao encerramento da negociação, nem respondeu às exigências de transparência feitas por dirigentes e torcedores. A falta de esclarecimentos deixa aberta a questão sobre quem assume a responsabilidade pelos valores em aberto e pela condução da negociação.
Redação Jornal Voz do Litoral
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