Na segunda‑feira (1º), a maioria dos conselheiros do Corinthians votou pela expulsão do ex‑presidente Augusto Melo do quadro de sócios, decisão motivada pela invasão à sala da Presidência em maio de 2025. O Conselho Deliberativo, presidido por Leonardo Pantaleão, formalizou o afastamento, mas a defesa de Melo imediatamente acionou o Judiciário para anular o ato administrativo. Ricardo Jorge, ex‑diretor administrativo do clube e advogado de Melo, apontou irregularidades na votação, alegando ausência de prova, falta de regulamento específico e violação de princípios constitucionais. Segundo a defesa, a convocação da reunião teria sido feita de forma inadequada, sem intimação dos membros, sem ata oficial e sem comunicação do resultado, configurando desmembramento irregular do processo e ausência de acusação formal. Enquanto o clube mantém a decisão, o processo judicial promete prolongar o impasse, exigindo que o Tribunal analise a legalidade dos procedimentos internos do Conselho. O caso evidencia lacunas nos mecanismos de governança do Corinthians e levanta dúvidas sobre a transparência das decisões do órgão deliberativo.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


