Onze dias após a deflagração da Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que mirou um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), o governador em exercício Ricardo Couto de Castro exonerou a cúpula da autarquia estadual. As dispensas atingem o então presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, o Didê; o diretor de Planejamento e Projetos, Mauricio Silva Knoploch dos Santos; o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, o delegado da Polícia Civil do RJ Franquis Dias Nepomuceno; e a gestora de contratos do IRM, Amanda Íthala Santos da Paschoa. A promotoria denunciou 11 investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro de um contrato de R$ 86 milhões. De acordo com as investigações, empresas contratadas pelo IRM teriam celebrado subcontratos considerados fictícios para desviar recursos. Parte do dinheiro era sacada em espécie por Caroline Soares Barros, a ‘Mulher da Mala’ que foi presa. Ela era ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia.
Redação Jornal Voz do Litoral
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