Na noite de sábado, 29 de setembro, um deslizamento de terra nas encostas da região fronteiriça entre a China e o Nepal bloqueou o rio Purepu Tsangpo e deu origem a um novo lago de barreira. As equipes de resgate que operavam próximas ao porto de Gyirong foram instruídas a evacuar a área, conforme informou a emissora estatal CCTV. Um drone de monitoramento detectou o deslizamento a cerca de 2,8 quilômetros rio abaixo de um lago de contenção já existente no mesmo leito, segundo o Ministério de Gestão de Emergências da China. O bloqueio recém‑formado impede o fluxo natural do rio, criando um reservatório temporário que as autoridades descrevem como outro lago de barreira. As imagens do drone foram analisadas pelos técnicos do Ministério, que confirmaram a extensão do bloqueio e a formação do novo lago. Os números de vítimas continuam a subir. O balanço oficial divulgado pelos governos do Nepal e da China indica 750 mortos no total, com 734 confirmados no Nepal – aumento de 64 em relação ao registro anterior – e 16 mortes confirmadas na região tibetana da China. Ainda desaparecem 2.498 pessoas no Nepal, entre elas centenas de estrangeiros, e 546 na China, incluindo 261 estrangeiros, entre eles 18 cidadãos americanos. Até o momento, as autoridades chinesas e nepalesas não divulgaram planos detalhados para a remoção do bloqueio ou para a localização dos desaparecidos. A falta de informações sobre as medidas de mitigação e sobre o apoio às famílias das vítimas deixa dúvidas sobre a capacidade de resposta diante de um desastre que já provocou centenas de mortes e milhares de desaparecidos.
Redação Jornal Voz do Litoral
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