O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), declarou nesta quarta-feira (21) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) não deverá abrir seus sigilos telefônico, bancário e fiscal. A declaração foi dada após o ex-ministro participar de um ato em defesa da Constituição, da democracia e dos direitos humanos na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo.
A discussão sobre a quebra de sigilos teve início no debate da TV Band, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou o parlamentar a expor seus dados. Em resposta, a campanha petista encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização condicionada para a liberação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do candidato e de seus familiares, dependendo da mesma postura por parte do senador.
Diante da cobrança, Flávio Bolsonaro declarou que aceitaria abrir suas informações, mas apresentou 19 exigências adicionais. Entre as condições colocadas estão a abertura dos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete investigado pela Polícia Federal, dados do Instituto Lula e relatórios de cartões corporativos. Em réplica, a coordenação petista afirmou aceitar todas as condições e cobrou a inclusão da empresa Alcazar Holdings, offshore vinculada ao advogado Willer Tomaz em apuração de lavagem de dinheiro.
Ao analisar o cenário do segundo turno, José Dirceu argumentou que a mobilização popular nas ruas alterou a dinâmica eleitoral na reta final. O impasse jurídico e político sobre a entrega efetiva das liberações de sigilo das duas candidaturas segue pendente de formalização perante a Justiça Eleitoral.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


