Dois trabalhadores foram retirados com vida de um túnel de uma usina hidrelétrica no Nepal após nove dias presos e, nesta sexta‑feira (4), foram internados no Hospital Militar Birendra, em Katmandu. A equipe da CNN registrou a retirada dos homens de um helicóptero, em macas, seguida da transferência para uma ambulância que aguardava no local. O resgate ocorreu em meio a uma sequência de desastres que começou na última quarta‑feira (26), quando um grande bloco de geleira se desprendeu da encosta da fronteira entre Nepal e China, desencadeando um deslizamento de terra de grandes proporções e inundações repentinas. Comunidades foram varridas, casas, escolas e parques destruídos; centenas de pessoas morreram e milhares ficaram desaparecidas. Nos nove dias subsequentes, as autoridades enfrentaram apagões de comunicação, bloqueios de estradas e a ameaça de novas inundações enquanto buscavam sobreviventes e recuperavam corpos. Milhares foram resgatados, porém centenas foram encontradas mortas, forçando o uso de valas comuns para sepultamento. O incidente na usina hidrelétrica acrescentou um novo desafio: quase 1.000 trabalhadores estavam presos no extenso sistema de túneis da instalação. Equipes especializadas foram mobilizadas para a operação de resgate, mas, apesar do esforço colossal, os dias se passaram sem sinais de vida adicional, reduzindo as esperanças de novos salvamentos. As imagens divulgadas mostram equipes ainda procurando por outros trabalhadores que se acredita ainda estejam dentro do túnel, enquanto a conectividade na área permanece limitada. Até o momento, as autoridades nepalesas não divulgaram o número exato de trabalhadores ainda presos nem estabeleceram um prazo para a conclusão das buscas. A falta de informações oficiais deixa a população local e a comunidade internacional sem clareza sobre o desfecho da operação, mantendo a incerteza sobre quantas vidas ainda podem ser salvas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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