Na terça‑feira (13), Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), encontrou‑se com o governador interino, desembargador Ricardo Couto, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Após a reunião, Ruas dirigiu‑se à Assembleia para participar da primeira sessão desde que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) o proclamou governador. Ele permanecerá à frente da Alerj até 5 de janeiro, com a posse no governo estadual prevista para janeiro de 2027, e conduzirá a votação do orçamento estadual de 2027.
O orçamento proposto para 2027 indica um déficit superior a R$ 13 bilhões. Em entrevista ao RJ2 no sábado (10), Ruas afirmou que não concorda com a proposta nos termos em que foi enviada pelo governo interino e que pretende discutir o documento nas comissões da Alerj antes de levá‑lo ao plenário. Historicamente, o orçamento anual é aprovado em dezembro, o que, segundo Ruas, deixa tempo hábil para ajustes que busquem o equilíbrio das contas estaduais.
Deputados Luiz Paulo (PSD) e Alan Lopes (PL) reforçaram a necessidade de que a proposta reflita a situação financeira real do estado. Lopes criticou gastos públicos e apontou irregularidades nas contas da Secretaria de Estado de Saúde, incluindo pagamentos a prestadoras sem licitação, sugerindo que cortes e revisão de despesas são possíveis caminhos para aumentar a receita real. O documento ainda precisa passar pela análise dos deputados, que poderão propor mudanças antes da votação final.
O encontro entre Ruas e Couto marcou o início das conversas presenciais sobre a transição de governo. Ruas declarou que um decreto do governo interino deverá formalizar a equipe responsável pelo processo e que pretende conduzir a transição de forma colaborativa, garantindo a continuidade dos serviços públicos. Contudo, detalhes sobre o cronograma de revisão orçamentária e os critérios que orientarão os ajustes permanecem indefinidos.
Redação Jornal Voz do Litoral
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