EUA atacam Irã e acirram crise no Estreito

Os Estados Unidos realizaram neste domingo (30) o primeiro ataque ao Irã desde julho, atingindo duas plataformas de lançamento de foguetes na ilha de Larak. Segundo um representante do governo americano, o ataque ocorreu após militares iranianos serem vistos se preparando para lançar foguetes e colocar minas no Estreito de Ormuz. O confronto faz parte de uma escalada de tensão que já dura seis meses, com ataques mútuos entre EUA, Israel e Irã, resultando em milhares de mortes e milhões de deslocados. O representante do governo dos EUA afirmou que ‘integrantes da Guarda Revolucionária do Irã foram vistos se preparando para lançar foguetes e colocar minas marítimas no Estreito de Ormuz’. O ataque com drone deixou vários militares e civis mortos e feridos, segundo a Guarda Revolucionária. O grupo prometeu ‘responder e punir’ os responsáveis, conforme divulgado pela imprensa estatal iraniana. Antes do ataque, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado na semana passada que todas as minas haviam sido detonadas ou retiradas das águas internacionais do Estreito de Ormuz. Ele também alertou que qualquer embarcação usada para colocar novas minas na região seria destruída. Os últimos confrontos entre EUA e Irã haviam ocorrido no fim de julho, mas a situação se agravou nas últimas semanas, com ameaças de sanções severas a países que apoiam o Irã. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, teve seu fluxo reduzido devido ao bloqueio imposto durante o conflito. Antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo global passava por essa região. Os ataques recentes incluem ofensivas israelenses no Líbano e ações do Irã contra Israel e países do Golfo Pérsico com bases americanas, resultando em dezoito mortes de militares americanos. A situação permanece em aberto, com o Irã prometendo retaliação e os EUA mantendo postura de alerta máximo. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos, enquanto milhões de pessoas já sofrem com as consequências humanitárias e econômicas da guerra.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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