A sentença proferida nesta sexta‑feira, 17 de junho, no 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, encerrou um julgamento que remonta ao assassinato do bicheiro Fernando Iggnácio, ocorrido em 2020. Pedro Emanuel D’onofre Andrade e Otto Samuel D’onofre Andrade, ambos ex‑policiais militares, foram condenados a X anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. A promotora Andréa Fava, do Grupo de Atuação Especializada no Tribunal do Júri (Gaejuri), enfatizou que o crime foi planejado por agentes com formação policial, descrevendo a ação como “profissional da arte de matar”. Ela apontou ainda a cooptação de policiais pela máfia do jogo do bicho, citando a participação de outros ex‑PMs, como Rodrigo Silva das Neves, já condenado a mais de 32 anos, e Márcio Araújo de Souza, que atua como segurança de Rogério Andrade, mandante do crime em outro processo. Na defesa, o advogado Flávio Fernandes argumentou que as provas seriam insuficientes, acusando a Delegacia de Homicídios de corrupção e apontando a falta de exame de digitais nas armas apreendidas. Ele ainda alegou que seu cliente apresentaria indícios de insanidade mental, solicitando a declaração de inimputabilidade. O julgamento contou com seis testemunhas e foi interrompido às 21h20, retomando na manhã seguinte. Entre os nomes citados estavam o delegado Moyses Santana, o policial civil Luciano Konig e a perita Maria Laura Almeida Barbosa, responsáveis por relatórios e perícias técnicas. O caso permanece como um dos mais emblemáticos envolvendo ex‑militares e o tráfico de contravenções no Rio de Janeiro, levantando questões sobre a efetividade das investigações e a responsabilidade das instituições policiais.
Redação Jornal Voz do Litoral
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