Na noite de 3 de julho, a Polícia Civil prendeu preventivamente um policial militar da reserva em Ubatuba, suspeito de participação na morte e ocultação do cadáver de Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos. O homem foi detido em uma casa na Praia do Estaleiro, após a investigação apontar seu envolvimento no crime que ocorreu em 30 de junho, quando a cozinheira desapareceu após aceitar carona de sua patroa, dona de uma pousada local. O caso ganhou repercussão quando, após semanas de buscas, o corpo de Berenice foi localizado em uma área de mata em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, o suspeito preso é marido da empresária já encarcerada, apontada como mandante do homicídio, e um sobrinho de 31 anos continua foragido, também acusado de participação. As apurações revelam que divergências sobre pagamento de verbas trabalhistas teriam motivado o crime, que culminou na morte da vítima no próprio dia do desaparecimento, dentro de uma caminhonete usada como pretexto para levá‑la ao hospital. Durante as investigações, peritos encontraram vestígios de sangue humano e dois disparos de arma de fogo na caminhonete da empresária, desmontando a versão inicial de que a vítima teria sido deixada em um ponto de ônibus. A equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), ambas de São Sebastião, conduziu análises de imagens de monitoramento, rastreamento de veículos, perícias, extração de dados telemáticos e telefônicos, além de oitivas de testemunhas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Após a prisão, o ex‑policial foi apresentado à delegacia, escoltado por policiais militares e transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, em razão de sua condição de militar aposentado. Embora a prisão represente um avanço, ainda há lacunas: o sobrinho suspeito permanece foragido, e as investigações sobre a suposta manipulação de provas – reparos no veículo, descarte e substituição de aparelhos celulares, exclusão de dados – ainda não foram concluídas. A apuração continua aberta, aguardando respostas das autoridades sobre esses procedimentos e sobre possíveis responsáveis adicionais.
Redação Jornal Voz do Litoral
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