A decisão da Fifa de liberar o atacante Folarin Balogun na Copa do Mundo não encerrou a polêmica envolvendo o jogador. Embora a entidade tenha detalhado os fundamentos jurídicos da decisão, a principal questão ainda é a confiança no processo. Para o especialista em Direito Desportivo, Maurício Corrêa da Veiga, a Fifa precisará convencer o público de que a decisão foi tomada exclusivamente com base em critérios técnicos. Isso é especialmente importante após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitir que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma revisão da punição. A discussão ultrapassa a interpretação do regulamento disciplinar e passa a envolver a autonomia das entidades esportivas, um dos princípios mais importantes do Direito Desportivo. A autonomia das entidades desportivas é um dos pilares do futebol internacional e a própria Fifa historicamente combate qualquer forma de ingerência estatal nas federações nacionais.
Redação Jornal Voz do Litoral
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