A nova pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira (25) mostra um cenário de empate técnico na disputa pela Presidência da República no estado de Minas Gerais. No levantamento estimulado para o primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) soma 37%. Como a margem de erro da amostragem é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois pré-candidatos estão empatados. Já nas simulações relativas ao segundo turno, Flávio Bolsonaro oscilou para 46% e Lula registrou 44%, configurando também uma situação de igualdade dentro do limite técnico da pesquisa.
A evolução dos dados revela uma variação em relação ao levantamento anterior, realizado em 12 de setembro no mesmo estado. Naquela ocasião, Lula pontuava 37% e Flávio acumulava 35% no primeiro turno. Entre os demais cotados para a corrida presencial em Minas Gerais, Augusto Cury (Avante) manteve 5% da preferência do eleitorado. Na sequência figuram o governador Romeu Zema (Novo), com 4%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 3%. Outros postulantes, como Renan Santos (Missão), Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO), atingiram 1% cada. O levantamento contabilizou ainda 5% de votos brancos, nulos ou nenhum, além de 3% de eleitores indecisos. Em âmbito nacional, a pesquisa divulgada no dia 24 trazia Lula com 40% e Flávio com 36%.
Além do quadro eleitoral, o levantamento mediu os índices de avaliação da administração federal no território mineiro. A desaprovação ao governo do presidente Lula alcançou 51% dos entrevistados, frente aos 50% registrados na amostragem prévia. Em contrapartida, 46% dos eleitores ouvidos declararam aprovar a gestão federal. No detalhamento por categorias de desempenho, 41% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 35% avaliam a condução do Poder Executivo como ótima ou boa. A parcela dos que consideram a gestão regular permaneceu estável em 22%, e 2% não souberam responder.
O comportamento do eleitorado em Minas Gerais possui relevante importância estratégica no calendário político nacional por ser historicamente considerado o termômetro das disputas presidenciais no país. Desde a redemocratização e o reestabelecimento do voto direto, todos os candidatos vitoriosos no estado terminaram eleitos para a Presidência da República, feito repetido no pleito de 2022. O estudo encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo ouviu 1.204 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 22 e 24 de setembro. O nível de confiança estabelecido é de 95% e o registro formal na Justiça Eleitoral consta sob o número BR-06824/2026.
Redação Jornal Voz do Litoral
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