a pergunta fundamental
coluna de opinião da série foto em foco
 o turismo é impactado com corte severo do orçamento da união?
– Sim, o turismo é severamente impactado.
Nesse nosso presente de descrédito do jornalismo profissional e de primazia da inteligência artificial, é essa a resposta que ela prontamente oferece à pergunta que abre a coluna. Seria despropositado classificá-la como opinião, até porque, máquinas não a têm.
O Brasil poderá surgir outro conforme for o resultado desta crucial e excruciante eleição presidencial. O programa do governo atual, bem como a vivência do que ele fez nesses quatro anos, não nos ameaçam com qualquer âtesouraçoâ .
Quem nos ameaça com ele, empunhando uma tesourona, na falta dum motosserra, é o oponente  .
Para nós que vivemos no Litoral Norte e dependemos do turismo, isso poderá ser catastrófico. Muita gente já percebeu esse perigo e protesta tomando as ruas e praças daqui em manifestações coloridas, animadas pela percussão eletrizante de tambores e atabaques, onde, apesar da gravidade do momento, existe alguma esperança e alegria.
Nos dias vindouros depois desse amanhã divisor de águas quando será proclamado o resultado da eleição presidencial, essas mesmas ruas e praças poderão voltar a serem tomadas não por essa gente aguerrida e festiva, mas por multidões melancólicas e inconformadas tratadas a cacetada, jato dâágua e cadeia como agora ocorre na vizinha Argentina presidida por esse presidente com baixÃssima popularidade . Sim, ele mesmo, Javier Milei, que fez show bem juntinho a esse tesourador, tão jeitoso em fazer dancinhas para seus admiradores. Pode bem acontecer que os simpatizantes dessas performances patéticas participem também dessas manifestações tristes, de protesto inútil. Será então tarde demais.
A queda brutal da receita do turismo poderá empobrecer a maior parte das populações do Litoral Norte dele dependentes. Isso provocaria um aumento enorme do desemprego que, aliado ao possÃvel fim dos benefÃcios sociais e direitos trabalhistas, forçaria famÃlias falidas a se mudarem, esvaziando as cidades depauperadas pela grave crise econômica como na época em que todo o Vale do ParaÃba se arruinou a ponto de figurar como protagonista no âcidades mortasâ de Monteiro Lobato, assim descrita: âAli tudo foi, nada é. Não se conjugam verbos no presente. Tudo é pretérito.â . à certo que especuladores imobiliários poderão fest
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


