No domingo, 11 de setembro, o furacão Simon avançava lentamente ao largo da costa centro‑oeste do México, mantendo ventos máximos sustentados de cerca de 193 km/h, conforme boletim divulgado às 23h pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). A tempestade, inicialmente projetada como categoria 4 ao atingir o continente, foi reclassificada para categoria 3 na noite de domingo, reduzindo momentaneamente o risco imediato, mas mantendo a ameaça de ventos destrutivos e chuvas intensas ao longo do litoral.
A velocidade de deslocamento de Simon foi estimada em oito quilômetros por hora, o que explica a lentidão de sua trajetória e a dificuldade dos modelos meteorológicos em prever seu caminho exato. Enquanto as primeiras projeções indicavam que o ciclone poderia alcançar o continente ainda no domingo, as previsões mais recentes apontam que o sistema permanecerá sobre o mar até segunda‑feira, embora divergências ainda existam quanto a um eventual avanço terrestre. Em decorrência da proximidade da tempestade, o aeroporto internacional de Puerto Vallarta, localizado na baía de Banderas, suspendeu todas as operações, interrompendo voos nacionais e internacionais.
Laura Velázquez Alzúa, coordenadora nacional da Proteção Civil do México, informou que, embora Simon ainda não tenha tocado o continente, permanece muito próximo da costa mexicana e que os efeitos – ventos fortes, ondas altas e elevação do nível do mar – devem se estender até segunda‑feira, sobretudo no litoral norte do estado de Jalisco. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, convocou moradores de Jalisco, Colima, Michoacán e Nayarit a permanecerem abrigados até que as autoridades declarem o fim do perigo. O cientista climático Jorge Zavala, da Universidade Nacional Autônoma do México, destacou a preocupação com possíveis impactos em múltiplos estados, reforçando a necessidade de vigilância contínua.
Com a trajetória ainda incerta e sem comunicação oficial de planos de evacuação, a população costeira permanece em estado de alerta, aguardando novas orientações das autoridades. Enquanto o NHC continua monitorando Simon, a falta de informações detalhadas sobre medidas de proteção deixa dúvidas sobre a capacidade de resposta diante de um eventual reforço da tempestade. O que falta para garantir a segurança dos residentes e visitantes? Acompanhe a apuração completa no site.
Redação Jornal Voz do Litoral
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