Greve CPTM: 3% dos maquinistas descumprem ordem judicial

A greve que afeta a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) registrou, em seu segundo dia, um efetivo de maquinistas alarmantemente baixo, com menos de 3% dos profissionais comparecendo ao trabalho. Este índice, divulgado pela própria CPTM, contribui para que o total de funcionários em serviço atinja apenas 47%, número significativamente aquém dos 80% de efetivo mínimo determinados pela Justiça para a manutenção dos serviços essenciais. A paralisação, que já se estende por dois dias, impacta diretamente milhões de usuários do transporte público na região metropolitana de São Paulo. A CPTM, responsável por linhas de trem que conectam a capital a diversas cidades vizinhas, é um pilar fundamental da mobilidade urbana. A decisão judicial que estipulava a manutenção de 80% do efetivo visava mitigar os transtornos à população, garantindo um patamar mínimo de funcionamento para as operações. Apesar da determinação judicial, os dados apresentados pelo Governo de São Paulo, que administra a CPTM, indicam um cenário de forte adesão ao movimento grevista. A baixa presença de maquinistas, categoria crucial para a operação dos trens, é um fator determinante para a redução drástica da capacidade de transporte. A situação levanta questionamentos sobre a eficácia das medidas para assegurar o cumprimento da ordem judicial e a capacidade da empresa de manter o serviço durante a paralisação. A continuidade da greve e a persistência do baixo efetivo de trabalhadores prometem prolongar os desafios para os passageiros que dependem diariamente do sistema ferroviário. A ausência de um número adequado de profissionais, especialmente maquinistas, sugere que as negociações entre as partes envolvidas ainda não alcançaram um consenso que permita a normalização completa dos serviços, mantendo a incerteza sobre o futuro próximo da operação da CPTM.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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