Erling Haaland, atacante da seleção norueguesa, vestiu um capacete viking ao celebrar a classificação da Noruega para as oitavas de final da Copa do Mundo 2026 contra o Brasil. A imagem rapidamente se espalhou, alimentando a crença de que os vikings usavam elmos com chifres. No entanto, a reportagem da Reuters esclarece que o símbolo jamais fez parte do vestuário histórico desses guerreiros. A representação de elmos com chifres surgiu séculos depois da Era Viking, quando artistas europeus, movidos por liberdade poética, passaram a retratar nórdicos com esse adereço. Originalmente, o termo “viking” referia‑se a piratas e saqueadores de diversas regiões, não a um povo homogêneo. Com o tempo, passou a englobar os habitantes da atual Noruega, Dinamarca e Suécia. Na Idade 18, os chifres passaram a simbolizar força, poder e virilidade masculina, desvinculando‑se de qualquer associação à traição. O caso de Haaland ilustra como um gesto esportivo pode reviver mitos culturais, reforçando a necessidade de distinguir tradição autêntica de invenções artísticas posteriores.
Redação Jornal Voz do Litoral
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