Houthis renovam alerta a aeroportos sauditas

No domingo, 11 de outubro, os Houthis do Iêmen divulgaram novo alerta a companhias aéreas, viajantes e funcionários de aeroportos sauditas, pedindo que evitem o uso dos terminais e do espaço aéreo do reino. O comunicado foi emitido um dia após o ataque ao Aeroporto Internacional de Riyadh, que deixou 12 mortos e mais de 300 feridos, sendo o mais letal desse tipo em mais de dez anos.

O ataque ocorre em meio à escalada entre os Houthis, apoiados pelo Irã, e as forças do governo iemenita, sustentadas pela Arábia Saudita. Nas últimas semanas, a monarquia saudita intensificou sua presença militar no Iêmen, lançando ofensivas contra o grupo rebelde e apoiando a contraofensiva governamental depois que os Houthis tomaram território estratégico ao longo da costa do Mar Vermelho no mês passado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Washington avalia a possibilidade de se juntar às operações sauditas contra os Houthis, ampliando o quadro de confrontos regionais.

A coalizão liderada por Arábia Saudita informou que um projétil caiu próximo ao Aeroporto Internacional King Fahd, em Dammam, província oriental, e que um drone foi interceptado na mesma região no domingo. O ataque de sábado forçou o fechamento temporário do Aeroporto Internacional King Khalid, em Riyadh, porém o Ministério da Energia saudita confirmou a manutenção da Conferência Internacional de Energia, prevista para acontecer no domingo, a cerca de 10 km do complexo aeroportuário. Mais de 70 ministros, 300 executivos e representantes de mais de 25 organizações internacionais de energia estavam programados para comparecer, embora ainda não esteja claro se participarão presencialmente ou virtualmente.

Apesar dos alertas dos Houthis e das ocorrências próximas aos aeroportos, as autoridades sauditas não divulgaram medidas de segurança adicionais nem alterações nos planos de voo. Companhias aéreas ainda não confirmaram mudanças de rotas, deixando passageiros em situação de incerteza. Quem será responsável por garantir a proteção dos usuários dos aeroportos sauditas diante de um alvo que, segundo os rebeldes, se transformou em “teatro de operações”? A resposta permanece ausente nas declarações oficiais.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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