Itajobi inicia mediação para dívida de R$ 3,76 bi

O Grupo Itajobi, proprietário das usinas Itajobi, Carolo e Rio Pardo, deu início a um processo de negociação para reestruturar um passivo de R$ 3,76 bilhões. A empresa protocolou um pedido de mediação empresarial perante o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) em São José do Rio Preto e ajuizou medida cautelar para dar suporte às tratativas com credores. O objetivo é evitar, se possível, a entrada em recuperação judicial, embora a mediação não signifique que a dívida já foi renegociada nem que a empresa esteja protegida de eventual processo de recuperação. A iniciativa ocorre em um cenário de conjuntura desfavorável ao setor sucroenergético. O custo da tonelada de cana atingiu patamar recorde na safra 2025/26, o preço do açúcar cristal branco ficou abaixo de R$ 100 por saca de 50 kg – nível não observado desde 2020 – e o etanol de milho responde por cerca de um terço do mercado nacional de etanol combustível. Segundo William Matheus Martinez, do escritório Martinez & Associados, que assessora o grupo, a mediação antecedente pode ser decisiva para evitar a morosidade e o desgaste de um processo de recuperação judicial de grande escala. O Grupo Itajobi tem histórico que remonta à produção de açúcar em 1947, com a Usina Carolo em Pontal, e à fundação da Usina Itajobi no fim dos anos 1970, oficialmente constituída em 1982, origem do município de Marapoama. Atualmente, as atividades do grupo se distribuem em quatro municípios paulistas. Apesar da mediação estar em curso, ainda não há prazo definido para conclusão das negociações, nem há confirmação de acordo com os credores. A medida cautelar permanece como instrumento de apoio, mas os detalhes sobre as propostas apresentadas não foram divulgados. A falta de informações sobre prazos, condições de pagamento e resposta dos credores deixa a população e os investidores em expectativa. Até o momento, a empresa não esclareceu se a mediação avançará para um acordo definitivo ou se a recuperação judicial será inevitável. A continuidade do processo e seus desdobramentos econômicos permanecem incertos, exigindo acompanhamento atento das partes envolvidas.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

Tribunal de remoção de terroristas estrangeiros é usado

Copa 2026: Espanha e Argentina disputam prêmio