Justiça anula nomeação de professores negros em concurso

A Justiça anulou a nomeação de dois professores negros que foram aprovados em concurso público na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A decisão foi baseada na interpretação de que as vagas não deveriam ter sido direcionadas para cotas, mas sim para ampla concorrência. A professora Rafaela Niels, uma das afetadas, havia pedido demissão de dois empregos para assumir o cargo na UFPE, mas agora se encontra sem trabalho. Já o professor Allison Ruan chegou a dar aulas por seis meses antes de ser informado da anulação de sua nomeação. A UFPE afirma que as anulações decorrem de decisão judicial e que a universidade tem o dever de cumprir as determinações do Poder Judiciário. A política de cotas foi questionada no concurso público, com divergências sobre como as vagas devem ser contabilizadas. A lei prevê que 30% das vagas sejam reservadas para candidatos negros, mas a aplicação dessa reserva depende do número de vagas oferecidas. Advogados ouvidos pelo g1 afirmam que a ‘tática’ de fracionar o número de vagas por departamento, em vez de considerar o total de um concurso, desrespeita a legislação e enfraquece ações afirmativas.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

Farage recupera assento no Parlamento britânico

São Paulo amplia retrofit para todo centro