Enquanto petista menciona bloco 3 vezes no plano de governo, senador prioriza a aproximação com os EUA
Enquanto petista menciona bloco 3 vezes no plano de governo, senador prioriza a aproximação com os EUA
O 2º turno das eleições presidenciais brasileiras, marcado para 25 de outubro, opõe o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em cenários distintos de política externa. Uma das divisões mais claras entre os 2 está na relação com o Brics –grupo originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
O Brics é um conjunto de países que foi inicialmente agrupado em 2001 pelo economista Jim O’Neill como um grupo de “economias com alto potencial de crescimento” . Sua formalização foi em 2009. A África do Sul se juntou em 2011. Além dos países fundadores, atualmente integram o bloco expandido: Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã.
Lula defende o aprofundamento da parceria com o bloco. O presidente participou das duas primeiras cúpulas do grupo , realizadas em 2009 e 2010, durante seu 2º mandato. A cúpula inaugural foi sediada em Ecaterimburgo, na Rússia, com o então presidente Dmitry Medvedev como anfitrião.
O Brics não é um bloco econômico , mas representa uma aliança que auxilia o Brasil na consolidação de laços comerciais mais consistentes. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, de janeiro a setembro de 2026, os integrantes do grupo original compraram US$ 95 bilhões em exportações brasileiras.
A ex-presidente Dilma Rousseff , aliada e sucessora política de Lula no passado, atualmente chefia o NBD (Novo Banco de Desenvolvimento) do bloco, conhecido popularmente como Banco dos Brics. Uma das principais medidas defendidas por ela é a desdolarização das transações entre os países do bloco –o que é apoiado pelo próprio Lula.
No plano de governo para um 4º mandato, o presidente menciona o grupo nominalmente 3 vezes e o define como “espaço dos interesses da humanidade” . Leia a proposta completa de Lula para o grupo:
“Aprofundaremos a aproximação geopolítica com o Brics e com o Sul Global, bem como com o G20, espaços fundamentais para a afirmação dos interesses da maioria da humanidade” .
“Aprofundaremos a aproximação geopolítica com o Brics e com o Sul Global, bem como com o G20, espaços fundamentais para a afirmação dos interesses da maioria da humanidade” .
Em fevereiro, o petista sugeriu que o grupo pode substituir o G20 como pri
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


