Na sexta‑feira, 9 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou seu primeiro ato de campanha no segundo turno das eleições, em Ceilândia, a região administrativa mais populosa do Distrito Federal. A presença de Lula foi marcada por um discurso que enfatizou a prioridade de apoiar candidatos petistas nas disputas estaduais, ao lado de Leandro Grass, candidato ao governo do Distrito Federal, que obteve 34,47% dos votos contra 49,93% da governadora no primeiro turno.
O evento ocorre após uma série de ajustes na rota de campanha, mudanças na equipe de comunicação e na estratégia geral do petismo, motivados pelo resultado do primeiro turno, quando Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro. Nos últimos dias, o presidente participou de reuniões sobre articulação política e formas de ampliar a base eleitoral, reconhecendo a necessidade de reverter a desorganização que, segundo ele, marcou a campanha anterior.
Na manhã seguinte, 10 de outubro, Lula segue para Natal, no Rio Grande do Norte, onde participará de passeata em apoio a Cadu de Lula, candidato ao governo do estado, que registrou 36,16% dos votos contra 36,94% do ex‑prefeito de Mossoró. A coordenação da campanha também foi alterada: o ex‑governador da Bahia, Rui Costa, reforça a agenda para o segundo turno, substituindo o ex‑ministro Gilberto Carvalho, que liderou a estratégia no primeiro turno.
Lula criticou publicamente a organização da campanha petista, descrevendo-a como a menos organizada desde 1989 e apontando a falta de mobilização como causa da derrota no primeiro turno. Contudo, a nova equipe ainda não detalhou quais medidas concretas serão adotadas para melhorar a captação de votos, deixando eleitores e analistas sem respostas claras sobre o plano de ação para o restante da disputa.
Redação Jornal Voz do Litoral
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