Na quarta‑feira, 9 de setembro, 154 cidadãos brasileiros tornaram público o manifesto “Pela Lei e pelo Brasil”, exigindo apuração completa, célere e independente dos fatos que, segundo o documento, alimentam a crise institucional no país. O texto foi divulgado acompanhado de petição pública aberta a adesões. A iniciativa dá continuidade a manifestação divulgada em 16 de dezembro de 2025, quando um grupo semelhante pediu a adoção de um código de conduta para a Corte. Entre os signatários desta nova rodada estão o apresentador Luciano Huck, a empresária Luiza Helena Trajano, o ex‑presidente do Banco Central Armínio Fraga, além de economistas Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi e Elena Landau, o ex‑presidente do BC Gustavo Franco, o ex‑ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, o compositor Nelson Motta e o ex‑ministro da Casa Civil Pedro Parente. O manifesto aponta que a situação alcança ministros do Supremo Tribunal Federal, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, o Congresso Nacional, o núcleo próximo do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) e do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele denuncia que a investigação do caso Master tem gerado descrédito na Justiça e alerta para a possibilidade de decisões judiciais e policiais serem influenciadas por interesses ou negociações. As demandas apresentadas incluem: apuração completa, célere e independente; afastamento cautelar de quem for formalmente investigado; e adoção de código de conduta vinculante para as cortes superiores e órgãos de investigação e acusação. Até o momento, nenhuma das instituições mencionadas se pronunciou oficialmente sobre as exigências do documento. A falta de posicionamento deixa em aberto quem será responsável por garantir a imparcialidade dos processos antes das eleições que se aproximam. A apuração completa ainda não foi iniciada, mantendo a dúvida sobre a efetividade das medidas propostas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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