O memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã foi descrito como vago e impreciso, incapaz de resolver as questões centrais do conflito. Américo Martins, correspondente sênior da CNN Brasil, e Vitelio Brustolin, professor da UFF e pesquisador de Harvard, analisaram o acordo no videocast Fora da Ordem, apontando limites e obstáculos que mantêm a negociação em impasse. Segundo Martins, o documento resultou de negociadores pouco experientes em tratados com o Irã, com especialistas em segurança nacional e diplomacia afastados do processo, o que comprometeu a qualidade do texto. Ambos os lados teriam deliberadamente adiado as questões fundamentais para discussões futuras, estabelecendo um prazo inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60, sem garantia de resolução. O memorando omite menção a mísseis, ao programa de drones do Irã e aos grupos aliados, lacunas graves destacadas por Brustolin, que recordou críticas semelhantes ao acordo de 2015. Essas omissões levantam dúvidas sobre a efetividade do acordo e sobre quem conduzirá as próximas negociações.
Redação Jornal Voz do Litoral
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