As mulheres representam 52,84% dos eleitores brasileiros, totalizando 83,9 milhões de votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Apesar desse número expressivo, a lista de candidatos mais competitivos para os governos estaduais ainda é dominada por homens. Levantamento da CNN identificou apenas oito mulheres entre os nomes mais fortes na disputa pelos governos de sete estados e do Distrito Federal.
Em 2022, a presença feminina nas chefias estaduais foi ainda mais reduzida: das 27 disputas pelos governos dos estados e do Distrito Federal, apenas duas foram vencidas por mulheres. Fátima Bezerra (PT) foi reeleita no Rio Grande do Norte e Raquel Lyra, então pelo PSDB, derrotou Marília Arraes em Pernambuco, em um segundo turno totalmente feminino. Esses casos permanecem exceções em um cenário historicamente masculino.
A atual lista inclui Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco, Juliana Brizola (PDT) no Rio Grande do Sul e Celina Leão (PP) no Distrito Federal. No Norte, concorrem Hana Ghassan (MDB) no Pará, Maria do Carmo (PL) no Amazonas, Professora Dorinha (União) no Tocantins e Mailza Assis (PP) no Acre, além de Natasha Slhessarenko (PSD) em Mato Grosso. As pesquisas mostram posições variadas: Celina Leão lidera com 55% contra 22% de Leandro Grass (PT) no DF; Juliana Brizola e Luciano Zucco (PL) aparecem tecnicamente empatados; Hana Ghassan registra 32% frente a 41% de Daniel Santos (Podemos) no Pará. Nenhuma das oito ocupa, de forma consistente, a posição de favorita nas pesquisas.
Mesmo sendo maioria entre os eleitores, a representatividade feminina nas frentes de governo permanece limitada. O recorte da CNN não inclui todas as candidatas registradas na Justiça Eleitoral, deixando lacunas sobre o total de mulheres que disputam as vagas. A falta de dados completos e a ausência de explicações por parte dos partidos sobre essa disparidade levantam dúvidas sobre os mecanismos que impedem a igualdade de gênero nas candidaturas estaduais.
Redação Jornal Voz do Litoral
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