O caso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, transformou-se em um dos maiores escândalos financeiros do país ao revelar um esquema de fraudes que movimentou bilhões de reais por meio de contratos falsos e operações simuladas. Segundo a Polícia Federal, o banco inflava artificialmente seu patrimônio para atrair investidores e emitir títulos de renda fixa sem lastro, como os R$ 50 bilhões em CDBs prometendo juros acima do mercado. Documentos artificiais, como contratos e extratos, eram produzidos internamente para simular empréstimos e operações que nunca existiram, criando uma falsa imagem de solidez. Um exemplo citado pela investigação envolve títulos do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), comprados por R$ 850 mil e registrados como se valessem mais de R$ 10 bilhões. A prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do conglomerado, ocorreu em novembro de 2025 no aeroporto de Guarulhos, quando ele tentava deixar o país em um jato particular com destino a Dubai. Inicialmente investigado por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, Vorcaro foi solto por decisão do TRF-1, mas voltou a ser preso preventivamente em março de 2026 por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A segunda prisão foi justificada pela análise de celulares apreendidos na primeira detenção, que indicaram risco de destruição de provas, continuidade da lavagem de dinheiro e interferência nas investigações. As investigações avançaram pa
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Ricardo Severino via WhatsApp


