Na manhã de 9 de julho de 2026, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou a Operação Ouroboros, resultando na prisão de cinco pessoas ligadas ao Instituto Rio Metrópole (IRM). Entre os detidos está Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, presidente da autarquia estadual. O MPRJ denunciou ainda onze indivíduos por organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, licitações fraudadas direcionaram contratos de R$ 86 milhões para as empresas Engeconsult e R Peotta, que utilizavam subcontratos fictícios com o Instituto Bio para desviar recursos. Os valores desviados foram sacados sob escolta da empresa de segurança Rioforte. Além disso, aditivos contratuais acrescentaram R$ 58 milhões ao contrato da Engeconsult em 2023. A ação policial aponta um esquema complexo de superfaturamento e movimentação de recursos públicos, mas não esclarece ainda quem controla os fluxos financeiros nem quais responsáveis permanecem fora da prisão. O caso levanta dúvidas sobre a eficácia dos mecanismos de controle interno do IRM e a extensão da rede de beneficiários.
Redação Jornal Voz do Litoral
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