O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) divulgou na terça‑feira (8) que o gravador de dados de voo de um Boeing 767 cargueiro da Amazon Prime Air indica que os dois pilotos consideraram abortar o pouso depois que a aeronave já havia tocado a pista. O acidente, ocorrido no domingo (6) no Aeroporto Internacional de Miami, resultou em cinco mortes e cinco feridos. A aeronave, operada pela empresa 21 Air, com sede em Miami, realizava seu terceiro voo do dia, vindo de San Juan, Porto Rico. Antes do acidente, o avião havia completado trechos de Cincinnati a Miami e de Miami a San Juan no mesmo domingo. O comandante, de 55 anos, recebeu habilitação para o 767 em maio e acumulava 7 145 horas de voo; o primeiro oficial, de 37 anos, habilitou‑se em abril de 2025 e tinha 2 655 horas. Os dados de voo mostram que, 30 segundos antes do fim da gravação, o trem de pouso dianteiro e o direito tocaram a pista a 291 km/h, e 19 segundos antes, o trem esquerdo fez contato a 248 km/h. Poucos segundos depois, os freios foram liberados e as manetes de potência foram aumentadas para níveis típicos de arremetida, indicando uma tentativa tardia de voltar a decolar. Contudo, 11 segundos antes do término da gravação, as manetes foram reduzidas para marcha lenta e os freios foram acionados novamente, com velocidade final em solo de 120 km/h. O NTSB não encontrou registro de acionamento de spoilers ou reversores de empuxo. A presidente do NTSB, Jennifer Homendy, informou que uma das duas pistas fechadas será liberada e que os investigadores entrevistarão os pilotos nesta quarta‑feira, com divulgação posterior do gravador de voz da cabine. Até o momento, permanecem sem resposta detalhes sobre a decisão de abortar o pouso e a ausência de uso dos dispositivos de desaceleração, questões que ainda aguardam esclarecimento.
Redação Jornal Voz do Litoral
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