A Polícia Militar Ambiental (PMA) realizou na sexta-feira (28) uma operação de fiscalização no bairro da Figueira, na Estrada do Jipão, em Ubatuba, onde quatro construções não habitadas foram demolidas por ocuparem áreas de vegetação nativa da Mata Atlântica. As estruturas haviam sido erguidas sem licenças ambientais e em parcelamentos irregulares do solo, segundo a corporação. A ação contou com apoio do Poder Público Municipal, que cedeu maquinários, e da 3ª Companhia do 20º Batalhão de Polícia Militar do Interior (20º BPM/I). As demolições visaram interromper a consolidação de ocupações ilegais em áreas ambientalmente protegidas, evitando danos adicionais à flora local e reduzindo riscos de desastres socioambientais. A PMA destacou que os locais já haviam sido autuados anteriormente por supressão de vegetação e ocupação irregular. Segundo a corporação, as ações de fiscalização na região são permanentes, com foco em Mata Atlântica, unidades de conservação e áreas suscetíveis a desastres. A operação reforça o protagonismo da PMA na defesa do patrimônio ambiental paulista, mas expõe a fragilidade do controle municipal sobre parcelamentos irregulares. Em Ubatuba, bairros periféricos como Rio Escuro e Perequê-Açu enfrentam problemas crônicos de ocupação em áreas de risco, enquanto empreendimentos irregulares avançam em zonas de Mata Atlântica. A prefeita Flávia Pascoal (PL), reeleita em 2024, não se manifestou publicamente sobre a operação ou a regularização fundiária na cidade. A demolição das estruturas, embora preventiva, não resolve a raiz do problema: a falta de fiscalização efetiva e a impunidade em casos de ocupação ilegal. A operação ocorre em um contexto de denúncias recorrentes contra a gestão municipal, incluindo irregularidades em licitações e nomeações de parentes para cargos públicos. A Justiça ainda não se pronunciou sobre os processos em andamento, que incluem cassação de mandato e suspeitas de nepotismo.
Redação Jornal Voz do Litoral
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