Na sexta‑feira, 28, a Polícia Militar Ambiental realizou, na Estrada do Jipão, no bairro da Figueira, em Ubatuba, a demolição de quatro construções irregulares erigidas em área de proteção da Mata Atlântica. As estruturas, que não eram habitadas, foram derrubadas como parte de uma operação de fiscalização que visa impedir a expansão de ocupações ilegais em biomas sensíveis. A ação foi divulgada pela Rádio Costa Azul FM, que destacou a presença da PM Ambiental no local e a remoção das edificações. Ubatuba tem enfrentado, nos últimos anos, um número crescente de invasões em áreas de preservação, sobretudo nas margens da Mata Atlântica que circundam a cidade. Essas ocupações, muitas vezes impulsionadas por especulação imobiliária e falta de controle fundiário, comprometem corredores ecológicos essenciais para a biodiversidade regional. O município, que depende do turismo ligado ao seu patrimônio natural, tem sido alvo de críticas por não apresentar políticas efetivas de prevenção e regularização fundiária, embora autoridades afirmem que ações pontuais são realizadas. A operação de hoje não trouxe informações sobre os responsáveis pelas construções, nem foram registradas prisões ou apreensões de materiais. As autoridades municipais não divulgaram planos de monitoramento ou de acompanhamento das áreas demolidas, nem esclareceram se haverá novas fiscalizações para impedir a reconstrução. A falta de comunicação oficial deixa a população sem respostas sobre como será garantida a proteção permanente da área degradada. O episódio evidencia a lacuna entre a execução de medidas pontuais de remoção e a ausência de estratégias de longo prazo para a conservação da Mata Atlântica em Ubatuba. Enquanto a PM Ambiental cumpre seu papel de intervir, permanece incerta a efetividade de políticas que impeçam novas invasões. Quem será responsabilizado pelos danos ambientais e quais medidas preventivas serão adotadas ainda não foram esclarecidos, mantendo a comunidade em expectativa sobre a proteção de seu patrimônio natural.
Redação Jornal Voz do Litoral
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