Quase dois anos após a queda do voo 2283 da Voepass, a Polícia Federal divulgará nesta quinta‑feira, 6 de julho, o relatório final do inquérito que apurou as causas do acidente que matou 62 pessoas em Vinhedo, interior de São Paulo. O acidente ocorreu em 9 de agosto de 2024, poucos minutos antes do pouso, quando o ATR 72‑500, de prefixo PS‑VPB, perdeu sustentação e se precipitou sobre um condomínio residencial, resultando na maior tragédia da aviação comercial brasileira desde 2007. O relatório final do Cenipa concluiu que a causa foi uma sucessão de falhas da empresa, da tripulação e da ANAC, destacando que o sistema Airframe De‑Icing estava inoperante e que falhas semelhantes foram registradas nos três voos anteriores, sem registro nos diários de bordo. A cultura organizacional de não registrar desvios operacionais e a falta de supervisão de mecânicos são apontadas como fatores que reduziram a percepção de risco. Na tarde de quinta‑feira, às 14h, a apresentação será feita na sede da Polícia Federal em São Paulo pelo superintendente regional, pelo delegado chefe da Delegacia da PF em Campinas e pelo diretor do Instituto Nacional de Criminalística. A coletiva deverá detalhar as conclusões sobre responsabilidade e indicar medidas preventivas, embora ainda não haja respostas oficiais da empresa Voepass nem da ANAC. O documento deixa dúvidas sobre quais sanções serão aplicadas e quais mudanças regulatórias serão implementadas para evitar nova tragédia. Enquanto isso, familiares das vítimas e a comunidade de Vinhedo permanecem sem esclarecimentos completos sobre as falhas que culminaram no desastre.
Redação Jornal Voz do Litoral
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