Um roubo que tirou oito obras do renomado artista Henri Matisse da Biblioteca Mário de Andrade, em dezembro do ano passado, ainda gera dúvidas. Na última quinta‑feira (13), a Polícia Civil de São Paulo, por meio da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), recuperou as peças em um imóvel de São Bernardo do Campo, onde um homem foi preso em flagrante por receptação. As obras, avaliadas em mais de R$ 1 milhão, foram encontradas intactas, mas cinco gravuras de Candido Portinari, também subtraídas no mesmo assalto, continuam desaparecidas e, segundo a polícia, podem ter sido vendidas. O crime original envolveu dois homens armados que invadiram a biblioteca, rendendo a vigilante e um casal de idosos antes de fugir em direção ao metrô Anhangabaú. O mandante, já detido preventivamente pela Polícia Federal em abril, foi alvo da operação Marchand, vinculada a outra investigação sobre obras de arte. Em maio, mandados de prisão e busca foram cumpridos em São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro, indicando um esquema organizado com planejamento prévio. Ainda não há informações oficiais sobre o destino das gravuras de Portinari.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


