Polícia sul-africana descobre nono corpo de mulher

Nove corpos de mulheres foram encontrados em dois meses na África do Sul, sendo o último descoberto na manhã de quinta‑feira, 17, no Dawn Park, em Ekurhuleni, região de Joanesburgo. A descoberta marca o nono caso registrado recentemente, sem que as autoridades confirmem vínculo entre as mortes ou a presença de um assassino em série.

Os achados despertam temor entre as mulheres da região. Sabrina Walter, fundadora da organização não‑governamental Women For Change, declarou que “as mulheres estão aterrorizadas” e que o clima de medo tem forçado mudanças de rotina. O presidente Cyril Ramaphosa reconheceu o impacto, afirmando que as mortes geram “medo e incerteza” e que instruiu a polícia a priorizar as investigações, sem poupar esforços para levar os responsáveis à justiça.

Em resposta, a polícia aumentou patrulhas e reforçou o efetivo nas áreas afetadas, emitindo alerta para que mulheres em Kempton Park e arredores evitem caminhar sozinhas em locais isolados e prefiram deslocar‑se em grupo. O alerta, embora apresentado como medida de precaução, gerou frustração, com mulheres afirmando já estarem alertas. Lebogang Kgari, gerente financeira, está entre as que alteraram suas rotinas. Entre as vítimas, Elizabeth “Tsontso” Moselakgomo, 38 anos, desapareceu ao sair para correr no início do mês e teve o corpo encontrado dias depois.

Especialistas apontam que os casos de Ekurhuleni refletem um problema nacional de feminicídio, frequentemente sem atenção pública suficiente, segundo Naeemah Abrahams, pesquisadora do Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul. Enquanto a polícia continua as investigações, permanece incerta a conexão entre os nove homicídios e a identidade de possíveis autores, deixando a população feminina em estado de alerta permanente.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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