Uma professora de Direito Penal da FGV, Luisa Moraes Abreu Ferreira, questionou as razões por trás do inquérito sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, no Supremo Tribunal Federal. Em entrevista, ela destacou a falta de clareza sobre a competência do STF para conduzir a investigação e a possível conexão com um agente público com foro por prerrogativa de função. A professora também ressaltou que ainda há muito a ser esclarecido para estabelecer uma relação clara entre Lulinha, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘careca do INSS’, e algum agente com foro privilegiado que justifique a presença do inquérito no STF. A Polícia Federal havia pedido uma distribuição livre do inquérito, argumentando que o caso não teria necessariamente ligação com as demais investigações envolvendo Lulinha, mas o processo foi distribuído ao ministro André Mendonça, indicando que a Corte reconheceu uma conexão entre os inquéritos. A professora levantou dúvidas sobre os motivos pelos quais a Polícia Federal não desejava que o caso ficasse sob responsabilidade do ministro e se isso se deveria a uma eventual cobrança mais rigorosa da PF por parte de Mendonça. Permanecem em aberto três questões fundamentais: Qual é a conexão entre Lulinha e um agente público com foro por prerrogativa de função? Quem é que quer que este caso esteja com o André Mendonça? E quais são os motivos pelos quais a Polícia Federal não desejava que o caso ficasse sob responsabilidade do ministro?
Redação Jornal Voz do Litoral
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