Compartilhar matéria A juíza Navanethem “Navi” Pillay, vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2026, é uma jurista sul-africana de origem indiana tâmil, que atuou como Alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014, além de ter passagem pelo TPI (Tribunal Penal Internacional). Nascida em Durban, na África do Sul, ela cresceu durante o regime do apartheid e começou a carreira defendendo ativistas que lutavam contra a segregação racial. Em 1967, fundou seu próprio escritório de advocacia, em uma época em que mulheres negras enfrentavam barreiras para exercer a profissão no país. Leia mais Pillay foi a primeira mulher negra a integrar o Tribunal Superior da África do Sul, indicada pelo presidente Nelson Mandela em 1995. Em 1999, tornou-se juíza e presidente do Tribunal Penal Internacional para Ruanda, criado para julgar crimes cometidos durante o genocídio de 1994. No tribunal, teve papel importante no reconhecimento de que a violência sexual e o estupro poderiam fundamentar acusações de crimes contra a humanidade e genocídio. A atuação contribuiu para o desenvolvimento da jurisprudência internacional sobre a responsabilização por esses crimes. Anos depois, Pillay também atuou como juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI), que julga indivíduos acusados de crimes internacionais graves. Entre 2008 e 2014, Pillay ocupou o cargo de Alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos. Em 2019, tornou-se juíza ad hoc da CIJ (Corte Internacional de Justiça) em um processo no qual Mianmar é acusado de genocídio contra a minoria rohingya. Mais tarde, presidiu a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado entre 2021 e 2025 . Sob sua liderança, a comissão concluiu, em relatório divulgado no ano passado, que Israel havia cometido genocídio na Faixa de Gaza — conclusão rejeitada pelo governo israelense. Em abril de 2015, Pillay tornou-se a 16ª comissária da Comissão Internacional contra a Pena de Morte. Ela também integra a Comissão de Informação e Democracia, iniciativa lançada pela organização Repórteres Sem Fronteiras. Ao longo da carreira, sua atuação se concentrou na defesa dos direitos humanos e no fortalecimento de mecanismos internacionais para investigar e responsabilizar autores de violações graves. Ao anunciar a concessão do Nobel da Paz , o Comitê Norueguês do Nobel destacou o papel de Pillay no desenvolvimento de um sistema internacional de Justiça, além de sua rigorosidade jurídica, integ
Redação Jornal Voz do Litoral
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