Na semifinal da Copa do Mundo, disputada em 15 de junho de 2024 em Atlanta, a seleção argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1. Após o apito final, jogadores argentinos exibiram uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas”, que foi colocada sobre o gramado por Giovani Lo Celso. O governo do Reino Unido, por meio do secretário de Negócios e Comércio, Peter Kyle, solicitou à FIFA uma investigação exaustiva do episódio, afirmando que a manifestação viola o princípio de que política deve permanecer separada do futebol. Kyle declarou à BBC que a entidade máxima do futebol tem a responsabilidade de conduzir a apuração, ressaltando que a política deve ficar à parte da competição. Um porta‑voz do primeiro‑ministro britânico, Keir Starmer, reforçou a posição do Reino Unido sobre a soberania das Ilhas Malvinas, afirmando que “a Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as ilhas definitivamente são” e que a autodeterminação dos habitantes das ilhas não será alterada. As Ilhas Malvinas, situadas a cerca de 600 quilômetros da costa argentina, são objeto de disputa de soberania entre Argentina e Reino Unido desde a guerra de 1982, que resultou em 649 mortos argentinos e 255 britânicos. O comunicado britânico também destacou que qualquer eventual punição ou medida disciplinar cabe exclusivamente à FIFA. Até o momento, a FIFA não divulgou posição oficial nem prazos para a conclusão da investigação, deixando em aberto quais serão as consequências para os jogadores e para a federação argentina.
Redação Jornal Voz do Litoral
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