No quadro “Papo de Investidor”, apresentado por Thiago Godoy no Resenha do Dinheiro desta semana, foi explicado que os REITs (Real Estate Investment Trusts) dão ao investidor brasileiro a possibilidade de se expor ao mercado imobiliário dos Estados Unidos sem a necessidade de comprar um imóvel diretamente.
Os REITs funcionam de modo semelhante aos FIIs brasileiros, possuindo ou financiando imóveis e gerando renda a partir dessas operações. Entre os segmentos disponíveis estão galpões logísticos, hospitais, escritórios, shopping centers e data centers, este último em destaque devido ao avanço da inteligência artificial. A legislação americana exige que o fundo distribua, em geral, pelo menos 90% do lucro tributável aos acionistas, mas a distribuição de dividendos não garante valores fixos, pois a empresa pode se endividar, perder inquilinos, enfrentar vacância ou reduzir os pagamentos.
Para acessar esses ativos, o investidor pode utilizar corretoras que ofereçam acesso ao mercado americano, comprando ações de REITs listadas nas bolsas dos Estados Unidos ou investindo em ETFs que reúnem diversas empresas do setor. A escolha entre ações individuais e ETFs deve considerar custos de negociação, conversão de reais para dólares e a tributação aplicável. Além disso, o nível das taxas de juros nos EUA influencia o desempenho dos REITs: juros mais altos aumentam o custo de financiamento das empresas e tornam os títulos do governo americano mais atrativos em comparação com ativos imobiliários.
Assim, embora os REITs representem uma alternativa para diversificação e geração de renda, os investidores precisam avaliar cuidadosamente os riscos associados, como a volatilidade dos juros e a possibilidade de redução de dividendos, antes de alocar recursos nesse tipo de ativo.
Redação Jornal Voz do Litoral
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