Roberta Luchsinger diz que empréstimo a Marcola não é crime

Roberta Luchsinger, empresária e lobista, afirmou em entrevista à CNN neste sábado (17) que não vê crime no empréstimo feito ao ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Ribeiro Santana, conhecido como Marcola, e que nunca recebeu nenhuma contrapartida dele pelos “favores”. Ela classificou a situação como possivelmente amadora ou imoral, mas não ilegal, e disse que só os ministros, relatores dos casos ou a Polícia Federal poderão definir se o ato configura crime.

A empresária está sendo investigada pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência. Na investigação, foram encontradas fotos de joias compradas de presente para Marcola em seu celular. A defesa de Marco Aurélio Ribeiro afirma que a compra das joias faz parte de um empréstimo posteriormente quitado por ele e que ele jamais utilizou o cargo para atender a interesses privados. Roberta Luchsinger também declarou que nunca teve um contrato público e que, em toda sua vida, não realizou esse tipo de transação sem contrapartida.

Ela contou que diversos ministros do governo a procuraram devido à proximidade com Marcola, buscando sua ajuda para liberar agendas ou obter prioridade em projetos diante da dificuldade de acesso ao presidente Lula. Segundo ela, muitos pediam apoio principalmente em relação ao chefe de gabinete, recorrendo a ela para facilitar encontros ou avançar demandas. A defesa de Marcola reiterou que o empréstimo foi integralmente quitado e que não há nenhum benefício indevido recebido por parte de Roberta.

A questão permanece em aberto: cabe às autoridades decidir se o empréstimo configura crime de tráfico de influência ou apenas ato imoral. Enquanto não há decisão oficial, Roberta Luchsinger mantém que não recebeu contrapartida e que o pagamento foi realizado. O desfecho dependerá da análise dos ministros, dos relatores dos casos e da Polícia Federal, que ainda não divulgaram conclusões sobre o caso.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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