A Rússia lançou um ataque contra a sede da Kyivstar, maior operadora de telefonia móvel da Ucrânia, nesta domingo, 27 de julho, em Kiev. A empresa informou à agência Interfax Ucrânia que a estrutura foi atingida, mas não registrou vítimas. O ataque ocorreu enquanto Moscou mantinha bombardeios contra data centers e demais infraestruturas de comunicação no país.
Na mesma manhã, o Ministério da Defesa russo declarou ter atingido um data center da Vodafone Ucrânia, segunda maior operadora de telefonia celular. A Vodafone ainda não respondeu a solicitações de comentário. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que duas crianças e um adulto ficaram feridos em outro data center atacado duas vezes em Kiev. O Ministério Digital da Ucrânia relatou que, na semana anterior, ataques a data centers de provedores de internet interromperam o serviço para cerca de 100 mil residências na capital e arredores.
Andrii Sybiha, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, alertou no X que a Rússia tem como alvo os principais data centers ucranianos para interromper o fluxo de informações, ressaltando a importância de alertas rápidos sobre ameaças de mísseis e drones. Apesar das declarações, a Vodafone Ucrânia permanece sem posicionamento oficial, e não há informações sobre medidas de proteção adotadas imediatamente após o ataque à Kyivstar.
A continuidade dos bombardeios a infraestruturas críticas levanta dúvidas sobre a eficácia das defesas civis e a capacidade de resposta das autoridades ucranianas. Enquanto a população de Kiev lida com interrupções de serviço, permanece incerta a estratégia para garantir a resiliência das redes de comunicação diante de novos ataques.
Redação Jornal Voz do Litoral
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