Salles chama Marina e Tebet de forasteiras

No sábado, 18 de março, durante discurso no 10º Encontro Nacional do Partido Novo, realizado em São Paulo, o deputado federal Ricardo Salles, pré‑candidato ao Senado pelo partido, atacou as concorrentes Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB). Salles classificou‑as de “forasteiras”, alegando que ambas vieram de outros estados para disputar a vaga senatorial em São Paulo. O parlamentar vestiu uma camiseta com a frase “Fora Lula” e carregou um boneco de pano representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro reuniu lideranças, dirigentes estaduais, filiados e pré‑candidatos para discutir estratégias de campanha para as eleições de 2026. Salles, conhecido por retórica agressiva, aproveitou o palco para reforçar a missão declarada de seu grupo: derrotar o presidente Lula. Ele descreveu a esquerda como “a figura principal deletéria, o exemplo mais pernicioso e vergonhoso”. A crítica se estendeu ao Centrão, que, segundo o deputado, teria aprofundado a “vorcarização da política brasileira” ao corromper ainda mais a classe política suprapartidariamente. Também apontou o Partido Liberal (PL) e seu presidente nacional, Valdemar Costa Neto, como ainda sob influência do Centrão. Além das acusações a Marina e Tebet, Salles direcionou o discurso a André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo e potencial senador. O deputado o rotulou de “filhote do Valdemar da Costa Neto”, acusando‑o de representar os “malefícios” do Centrão e de mudar de bandeira política ao longo dos anos, apoiando diferentes governos. Também citou a trajetória de Prado, incluindo apoios a candidatos como Márcio França, Dilma Rousseff, Fernando Henrique Cardoso e João Doria, para reforçar a suposta falta de princípios ideológicos. A fala de Salles levanta questões sobre a estratégia de campanha do Partido Novo, que ainda não divulgou propostas concretas para enfrentar a esquerda nem respondeu a críticas sobre a retórica adotada. Marina Silva e Simone Tebet não emitiram pronunciamento oficial sobre o ataque. A ausência de esclarecimentos de ambos os lados deixa em aberto quem será responsável por moderar o discurso político antes do pleito de 2026.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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