A decisão de Aleksandar Vučić de dissolver o Parlamento sérvio nesta quarta‑feira (9) e convocar eleições antecipadas para 25 de outubro surpreende ao atender a uma das principais exigências dos protestos estudantis, mas deixa indefinido o futuro imediato da liderança do país. O parlamento estava programado para cumprir mandato até dezembro de 2027, quando seriam realizadas as próximas eleições gerais. Desde o início de 2022, estudantes organizam manifestações contra o governo, cobrando reformas e maior transparência. Após quase dois anos de mobilizações, Vučić assinou o decreto que antecipou a votação, anunciando também que deixará o cargo de presidente. A medida cria um calendário eleitoral inesperado, reduzindo o intervalo entre a dissolução e a votação a menos de dois meses. Contudo, o texto do decreto não traz detalhes sobre o processo de transição, nem indica quais partidos deverão concorrer ou como será organizada a nova maioria no Parlamento. Até o momento, nenhum partido oficializou posição sobre a data ou sobre possíveis coalizões. A ausência de informações sobre a sucessão presidencial e o plano de governo deixa a população sérvia em expectativa, enquanto observadores internacionais aguardam respostas que ainda não foram fornecidas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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