O Supremo Tribunal Federal marcou para quarta-feira (6) o julgamento da constitucionalidade da lei de 2012 que altera a distribuição dos royalties do petróleo. A medida, aprovada pelo Congresso, amplia o direito de estados e municípios que não produzem petróleo a receber uma parcela maior dos recursos. A mudança gera resistência dos estados produtores, que alegam prejuízos bilionários, sobretudo o Rio de Janeiro, responsável por 86% da produção nacional. A discussão sobre a partilha dos royalties está suspensa há 13 anos, mas o texto não traz detalhes sobre os critérios de cálculo nem sobre o impacto financeiro para os entes federados. A ação do Rio de Janeiro no STF sustenta que a lei violaria a Constituição ao reduzir a participação do principal produtor. O julgamento poderá redefinir o fluxo de recursos entre União, estados e municípios, mas ainda não há informações sobre prazos ou possíveis compensações. Enquanto isso, a falta de transparência sobre os números exatos e as projeções de perdas deixa dúvidas sobre a real extensão dos efeitos econômicos da decisão. O que será decidido na quarta-feira e como os entes afetados responderão ainda são incógnitas que merecem acompanhamento.
Redação Jornal Voz do Litoral
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