Os terremotos consecutivos na Venezuela, de magnitudes 7,2 e 7,5, têm apresentado um desafio significativo para a resposta humanitária. De acordo com Tom Fletcher, principal funcionário humanitário das Nações Unidas, o desastre seria ‘incrivelmente difícil de administrar para qualquer governo do mundo’. As Nações Unidas pretendem alcançar 1,3 milhão de pessoas nos próximos seis meses, que são as que mais necessitam de apoio humanitário. O número de mortos foi elevado para 3.889, enquanto o número de feridos permaneceu em 16.740. Fletcher destacou que, apesar da crítica à lentidão da resposta do Estado, uma célula de coordenação da ONU estabelecida junto ao governo tem trabalhado bem para facilitar a ajuda internacional. A ONU já mobilizou mais de 300 milhões de dólares em apoio coordenado, e quase 40 mil pessoas já receberam ajuda alimentar nas duas semanas desde o início da resposta. Além disso, a ONU está enviando equipes para fornecer apoio psicossocial às sobreviventes, especialmente mulheres e crianças.
Redação Jornal Voz do Litoral
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