O Tribunal do Júri de São Sebastião, no Litoral Norte paulista, proferiu uma decisão que fecha um ciclo de quase dois anos marcado por tragédia, julgamentos precipitados e a diferença gritante entre a sentença das redes sociais e o devido processo legal: Thiago Alack de Souza Ramos, conhecido como Thiago Baly, foi absolvido por unanimidade de todas as acusações de participação no assassinato de Victor Alexandre de Lima, de 22 anos. A decisão do Conselho de Sentença, acompanhada pelo juiz Wellington Urbano Marinho, revogou a prisão preventiva e determinou a expedição imediata do alvará de soltura, garantindo também o direito de recorrer em liberdade. O crime ocorreu em 6 de abril de 2024, em uma chácara no bairro Juquehy, e o autor dos tiros, Maiquel Douglas Pires Ferreira, assumiu o crime alegando legítima defesa. O caso ganhou contornos que ultrapassaram as páginas policiais e as salas de investigação, com a participação das redes sociais, que já haviam formado seu júri e proferido a sentença final antes mesmo de qualquer acusação formal ser analisada pela Justiça. Thiago Baly permaneceu foragido por cerca de sete meses, período em que a pressão só aumentou, tanto na imprensa quanto nas redes. Com a decisão, a Câmara Municipal de São Sebastião também será impactada, pois o mandato de Thiago Baly havia sido extinto em janeiro de 2025 devido à sua ausência. A vaga foi assumida pelo primeiro suplente da legenda, Luiz Carlos de Mello Cardim, o Professor Cardim. A absolvição de Thiago Baly traz um fechamento para o caso, mas também deixa questionamentos sobre a influência das redes sociais no processo judicial e a importância do devido processo legal. A decisão do Tribunal do Júri de São Sebastião é um lembrete de que a Justiça deve ser feita com base em provas e não em julgamentos precipitados.
Redação Jornal Voz do Litoral
Vídeo: Divulgação


