Na quinta‑feira (16), o Tribunal de Justiça do Rio autorizou mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual Rafael Nobre, o vereador Julio Ricardo dos Santos Henriques, conhecido como Magrão Nobre, e outros investigados, após denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro que aponta fraude em 45 licitações públicas. O Ministério Público relata que o grupo liderado por Rafael Nobre fraudou licitações entre 2017 e 2023, totalizando R$ 357,9 milhões, usando empresas de fachada no ramo de alimentos e refeições, como Nutrifoods Refeições, Inovar Comércio e Serviços de Terceirização, King Food Alimentos, J&G Restaurante e RMV Logística. As investigações apontam que as empresas criavam aparente concorrência ao participarem das mesmas licitações, mas eram controladas de forma centralizada, conforme documentos apreendidos que continham dados cadastrais, informações bancárias, logins e senhas de acesso. As buscas foram realizadas no gabinete do deputado na Assembleia Legislativa do Rio, na Câmara Municipal de São João de Meriti e em endereços ligados aos denunciados, resultando na apreensão de computadores, planilhas de salários e documentos que mostravam a administração única das empresas. Embora o grupo tenha firmado 45 contratos, a ação penal foca em três convênios celebrados com as prefeituras de Magé e Japeri. Até o momento, nem o deputado nem o vereador responderam aos mandados, e o Ministério Público ainda não esclareceu por que apenas esses três convênios foram incluídos na denúncia. A falta de respostas deixa aberto o questionamento sobre a extensão real do esquema e quem mais pode estar envolvido.
Redação Jornal Voz do Litoral
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